segunda-feira, 31 de maio de 2010

Homenagem a Raquel de Queiroz por alunos do 8º ano A

Acróstico - Raquel de Queiroz

Raquel era filha de Clotilde e de Daniel
Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar "O Quinze"(1930)
Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza
Homenageada em 06.12.2000, o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Em 1933 começa a ter disseções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo
Lançou Dôra Doralina em 1975

Depois Memorial de Maria Moura(1992)
Em 1937 foi presa, acusada de comunista e exemplares de seus romances foram queimados

Que publicou um volume de memórias(1998)
Unica, que nos deixou saudades
Estreou na imprensa no jornal "O Ceará"
Instala-se com seus pais em janeiro por causa de uma grande seca, e logo depois para Belém do Pará
Rachel de Queiroz foi uma mulher Rachel de Queiroz
O Brasileiro perplexo e uma criança(1964)
Zelar os romances ótimos criado da nossa Raquel de Queiroz

Bill Clinton Rocha Silva(8º ano A - EEF Pe. Abílio M. Neto)

Homenagem a Raquel de Queiroz por alunos do 8º ano A

Raquel de Queiroz

Este ano é seu centenário,
E vamos homenagear
a esta mulher cearense
que a todos veio a conquistar!

Dezessete de novembro de 1910
foi o ano em que Raquel nasceu,
mas infelizmente em 2003,
o mundo a perdeu.

Seu primeiro livro "o quinze"
a todos conquistou,
a seca de 1915,
o mesmo relatou

Venceu Luis Cavalcante e
em 1977, foi eleita,
a primeira mulher brasileira,
a entrar na Academia Brasileira de Letras

Como sempre surpreendente,
aos noventa anos afirmou,
que não gostava de escrever para se sustentar,
quem sabe o preferisse apenas por amar...

E com isso aprendo,
uma grande lição,
quando for fazer algo,
o faça de coração

Oh! Raquel de Queiroz
por este Brasil será sempre querida,
pois deixastes em nossos corações,
A imagem de amor e vida.
Abigail A da Barbosa da Silva(8º ano A - EEF Pe. Abílio Monteiro Neto)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Leitura do Dia

Trecho do Livro: O Pequeno Príncipe | Antoine de Saint-Exupéry

Livros O Pequeno Principe Antoine de Saint Exupery The Little Prince BooksLivro: O Pequeno Príncipe

O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. Uma flor de três pétalas, uma florzinha insignificante….

- Bom dia – disse o príncipe.

- Bom dia – disse a flor.

- Onde estão os homens? – Perguntou ele educadamente.

A flor, um dia, vira passar uma caravana:

- Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes.

-Adeus – disse o principezinho.

-Adeus – disse a flor.

O pequeno príncipe escalou uma grande montanha. As únicas montanhas que conhecera eram os três vulcões que batiam no joelho. O vulcão extinto servia-lhe de tamborete. “De uma montanha tão alta como esta”, pensava ele, “verei todo o planeta e todos os homens…” Mas só viu pedras pontudas, como agulhas.

- Bom dia! – disse ele ao léu.

- Bom dia… bom dia… bom dia… – respondeu o eco.

- Quem és tu? – perguntou o principezinho.

- Quem és tu… quem és tu… quem és tu… – respondeu o eco.

- Sejam meus amigos, eu estou só… – disse ele.

- Estou só… estou só… estou só… – respondeu o eco.

“Que planeta engraçado!”, pensou então. “É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.”

Mas aconteceu que o pequeno príncipe, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas em direção aos homens.

QUER SABER MAIS?

Leitura, o prazer de sonhar nas próprias mãos!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Importância da Leitura por alunos do 9º ano A


"Quando lemos, abrimos as portas da aprendizagem" - Paulo Victor

"A leitura é importante para o nosso conhecimento, e por isso nós temos que mergulhar de cabeça na leitura e navegar sobre os livros" - Maria Imaculada

"A leitura é uma coisa que precisa ser descoberta,mas só quem tem mente aberta, descobre essa coisa bela" Catarina Ferreira

"A leitura é importante para o nosso dia-a-dia, é uma arte criada pelo homem que tem objetivos diferentes. Dependendo das intenções dos autores pode ser utilizado como uma fuga da realidade" - José Ozieudo

"A leitura está presente no nosso cotidiano, e em tudo que fazemos" - Hingredy Silva

"A importância da Leitura é que com elas nós podemos descobrir coisas novas, podemos melhorar na escrita. Se todas as pessoas do mundo lessem o mundo seria ótimo,não teria nenhum analfabeto" - Fernanda Zuza

"A leitura é importante porque com ela temos mais conhecimentos com as palavras, e expressamos a leitura melhor" - Jerlânia Sousa

"A leitura é uma aprendizagem que devemos nos dedicar bastante, pois através dela é que abrimos nossa imaginação." - Francisca Joyce

"A leitura desperta sabedoria para um mundo melhor" - Géssica Lima

"Ler não é só libertar a mente, é viajar no mundo e ter uma visão diferente" - Jaqueline Correia

"A leitura está presente em tudo que fazemos" - Felipe Felix

"A leitura abre os olhos para imaginação" - Dalete Vieira

"Só através dos livros que nós descobrimos o universo de fantasias e mistérios" - Igor Marcel

"Quando lemos,abrimos as portas para o nosso futuro" - Alex Victor

"A leitura é importante para todos nós, a leitura abre as portas para um mundo de liberdade" - Nayara Pereira

"A leitura consiste em nossa vida, dia após dia" - Yasmin Alves

"Nunca deixe de ler, pois a leitura faz você ver o mundo de outra forma" - Matheus Ramos

"A leitura traz muitas coisas importantes, como o aprendizado. Traz coisas interessantes para nossa vida. - Cleudo

"A leitura é muito importante na vida dos alunos ou também ela é importantes na vida de todos nós porque éum meio de aprendizagem em nossas vidas. " - Érica Regina

"A leitura de um livro é importante porque nos mostra culturas de outros povos, de outras épocas e de outros países" - Andeson Sousa

"A leitura nos proporciona conhecer novos mundos,da imaginação das palavras." - Tiago Barbosa

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Centenário de Raquel de Queiroz


Cem anos de Raquel de Queiroz

Rachel de Queiroz
(1910 - 2003)

Rachel de Queiroz, romancista e cronista brasileira. Nasceu em Fortaleza, Ceará, e residiu na cidade do Rio de Janeiro.
Com a publicação de O quinze (1930) tornou-se a única representante feminina do "romance do nordeste". Nos livros seguintes, João Miguel (1932), Caminho de pedras (1937), As três Marias (1939), foi aperfeiçoando sua temática social e regionalista. Dora, Doralina (1975) e Memorial de Maria Moura (1992) são seus romances mais recentes: "De mim ele só chegava perto quando de serviço ou chamado meu. Nunca me tocou nem com a ponta do dedo, nunca também me olhou nos olhos. Nunca me sorriu." Dedica-se ainda à literatura infantil, ao teatro e à tradução.
No início da década de 1970, a Academia Brasileira de Letras modificou seus estatutos para receber Rachel de Queiroz, primeira acadêmica mulher do Brasil.
Faleceu em 04 de novembro de 2003.

Cem anos de Raquel de Queiroz

A Velha Amiga


Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro.
Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual.
Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou expirimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude.
Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?
Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais.
Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que um grama; e por essas medida, pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.
Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos.
A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Ai, um um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.
E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos.
Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.
(Crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo" - 13/01/2001)